Segunda-feira, 22 de Maio de 2006

O PE. HUMBERTO E A MORTE DA BEATA ALEXANDRINA

Veja-se como continua a entrevista doPe. Humberto ao Pe. Ismael de Matos:

 

Dito isto, aquela mulher desconhecida saudou-me e retirou-se.

Não sei com que cara fiquei!... Mas sei que a no­tícia me deixou atordoado. Limitei-me a murmurar um vago agradecimento e a responder à saudação: «Para sempre seja louvado!»

Os três dias seguintes (até quinta-feira) foram para mim um tormento. Surpreendia-me o facto de nem o Médico, nem a Deolinda, nem nenhum dos meus ami­gos de Portugal se terem dignado comunicar-me aquela morte. Julgava merecer essa comunicação pelo muito carinho que sempre nutrira pela causa de Balasar. E confesso que se apoderou de mim uma grande amargura.

O correio de quinta-feira trouxe-me a carta que V. Rev.a enviara para Turim e, juntamente, a estam­pazinha de Pio X que para mim tocara nas mãos da defunta.

Foi então que surgiu em mim o desejo de me encon­trar com a desconhecida com quem falara na sacristia para de novo ouvir da sua boca a narração de quanto se passara naquela segunda-feira. Mas como consegui-lo, se eu nem sequer fixara os traços do seu rosto? Perguntei ao pároco se, por acaso, reparara na pessoa que viera procurar-me à sacristia. Mas ele nada vira e os escassos indícios que lhe forneci não conseguiram elucidá-lo:

«Era uma mulher baixa, de cabelo grisalho e aspecto piedoso. Trazia um xaile preto...». Ele então sugeriu:

— Amanhã, ao distribuir a Comunhão, veja se con­segue identificá-la. E a única maneira de resolver o assunto.

Naturalmente, eu não revelara qual a razão da mi­nha curiosidade. Só lhe dissera que precisava de encon­trar aquela mulher para uma explicação pessoal.

Segui o conselho do Pároco. E pareceu-me tratar-se ele uma pessoa que, após a Comunhão, fora ajoelhar-se a um cantinho, junto de um nicho onde estava a imagem de um santo, já não recordo qual.

Depois da missa, ao encontrar o pároco na sacristia, lembrei-lhe a conversa da véspera:

- Olhe, parece-me que a tal pessoa é aquela que está ajoelhada num can­tinho assim, assim.

Respondeu-me:

— É com certeza a Antónia Aiello. Uma bela alma! (continua)

Publicado por Alexandrina de Balasar às 08:26

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