Terça-feira, 29 de Maio de 2007

EPISÓDIO EXTRAORDINÁRIO

No Processo Diocesano o Dr. Azevedo contou este extraordinário episódio, pouco conhecido e acontecido certamente perto dos anos 50: 

Quando visitava a Alexandrina e lhe dizia que ia embora, sempre me disse que ficasse mais um pouco. Mas aconteceu que num domingo, tendo combinado com o Sr. Sampaio da Trofa ir de visita à Alexandrina, por motivos profissionais, fui obrigado a chegar mais tarde. Quando cheguei junto da Igreja de Balasar, encontrei o condutor do Sr. Sampaio que me disse que não poderia demorar-me porque o carburador do automóvel do Sr. Sampaio tinha partido, a gasolina se perdera e que eu teria de levar gente do Sr. Sampaio à estação de Famalicão.

Respondi-lhe que sim, e quando cheguei à casa da Alexandrina, disse-lhe e aos familiares: «Afinal cheguei mais tarde, mas tenho já de partir, e daqui a pouco, porque tenho de levar a gente do Sr. Sampaio à estação de Famalicão, porque o carburador do automóvel do Sr. Sampaio, como me disse o condutor, o Chiquita, partiu».

O Sr. Sampaio disse, «está bem», mas a Alexandrina respondeu-me que não seria preciso ter tanta pressa, porque o automóvel andaria. «Como pode andar o automóvel, disse-lhe, se o carburador está partido?»

Ela sorriu e disse que poderia andar. Pensámos, ou pensei, que estivesse a brincar, o facto é que pouco depois saímos convencidos de que tivesse de fazer aquelas duas viagens.

Chegados junto do automóvel, disse ao condutor para sair do carro, que nós o empurraríamos até à casa próxima, onde ficaria estacionado. Ficámos maravilhados vendo que o motor começava a trabalhar e rindo fomos dizer aos que tinha vindo naquele automóvel que saíssem para ir para casa. Foi um pecado que não controlássemos a gasolina do automóvel, pois antes o condutor tinha-nos dito que o carburador não a retinha.

Viajámos até Sitães, onde parou o carro do Sr. Sampaio. Saí do meu e aproximei-me do do Sr. Sampaio para lhe dizer que andassem sempre e disse ao condutor: «Afinal o carro anda!»

Este carro veio até uma casa da Trofa, que está na margem esquerda do rio Ave. O carro parou neste lugar para ser guardado na casa, como era costume. Depois das pessoas saírem, o condutor tentou pô-lo a andar, mas não conseguiu. Olhámos o motor e de facto o carburador estava partido e por isso tivemos de empurrá-lo até à garagem.

Depois contei o caso à Alexandrina, que me não disse nada, só me respondeu com um sorriso. 

Publicado por Alexandrina de Balasar às 18:36

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