A Abscôndita, que teve segunda edição, provocou celeuma dentro da
Companhia de Jesus e com certeza também fora dela. Chegou-se por fim à conclusão de que o ilustre Pe. Dr. José de Oliveira Dias, tão culto, autor dum livro tão notável como os Elementos de Arte Concionatória, que viu na sua dirigida uma autêntica mística, estava enganado. A celeuma teve certamente o seu ponto mais alto bem entrada a década de 40, coincidindo portanto com a data do afastamento do Pe. Mariano Pinho de Balasar. O descrédito que caiu sobre a Irmã Inês, conhecida por Abscôndita, terá significado, para os jovens seminaristas bracarenses do tempo, também o descrédito da Alexandrina. Se a Abscôndita fora um erro de avaliação, e da parte dum homem tão notável, a Alexandrina também o era. Como o Pe. Pinho era amigo muito chegado do Pe. José de Oliveira Dias – e como ambos foram enviados para o Brasil – na imaginação das pessoas que só um pouco de fora terão ouvido falar do assunto, associaram-se de tal modo as duas figuras que até se atribuía a autoria da Abscôndita ao director da Alexandrina… (lá para 40 anos depois dos acontecimentos, encontrei pelo menos três sacerdotes que assim pensavam).
Os seminaristas de então foram levados naturalmente a desinteressar-se da Doente do Calvário – o que de facto aconteceu. E não se esqueça que a atitude do Arcebispo do tempo, D. Bento Martins Júnior, face à Beata de Balasar, era então muito mais de rejeição que de aceitação.
PS
Para o Afonso Rocha
Embora lhe vá enviar um e-mail com mais pormenores, posso-lhe dizer já que não será fácil conseguir um exemplar da Abscôndita. No tempo a que me refiro em cima, consegui um para Balasar e, se não erro, fiz também uma fotocópia. Seja como for, à parte a curiosidade natural, o caso deve ser considerado como encerrado.
Um abraço.
José Ferreira
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