Quarta-feira, 4 de Outubro de 2006

PELA VERDADE – 2

 

No mesmo jornal que referi anteontem, também se assacavam à Igreja, como coisa muito má, as Cruzadas.

Hoje já nem sei, mas até há pouco Gil Vicente era um homem merecedor de crédito: as suas palavras liam-se com atenção. Ora vejam-se estes seus versos, da Exortação da Guerra:

África foi de cristãos,

Mouros vo-la têm roubada;

Capitães, ponde-lhe as mãos,

Que vós vireis mais louçãos

Com famosa nomeada.

Há aqui afirmações muito claras e verdadeiras, a meu ver, e que hoje todos calam: quem primeiro se assenhoreou pela força das armas dos Lugares Santos, do Norte de África e da Península Ibérica foram os Islamitas. Ora a resposta a isto chama-se, creio eu, guerra de libertação. Será ela assim tão condenável ou Gil Vicente pelo contrário terá toda a razão nas afirmações daqueles versos?

Sabe-se que não há guerras limpas, e as Cruzadas também o não terão sido muitas vezes, mas ainda assim culpe-se primeiro quem começou a guerrear.

Mas há outra coisa: porque se querem ver só os momentos menos airosos da história da Igreja e se cala tanta obra tão positiva que ela realizou e realiza? Quem lembra por exemplo o português S. João de Deus e os seus Irmãos Hospitaleiros, que continuam activos em todos os continentes? E o nosso grande Santo António, que queria ir pregar para o Norte de África, para onde outros queriam levar a guerra? Quem lembra tanta atenção aos desfavorecidos que só a Igreja proporcionou ao longo dos séculos? Quem lembra S. Francisco Xavier, de cujo nascimento se estão a celebrar os quinhentos anos?

Publicado por Alexandrina de Balasar às 08:59

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Segunda-feira, 2 de Outubro de 2006

Giornata commemorativa nel centenario della nascita di DON UMBERTO MARIA PASQUALE

 

SABATO 7 OTTOBRE 2006

 

TORINO – VALDOCCO (Sala Sangalli)

 

Giornata commemorativa

nel centenario della nascita di

 

DON UMBERTO MARIA PASQUALE

Salesiano di don Bosco

(Vignole Borbera 1 settembre 1906)

 

DIRETTORE SPIRITUALE E POSTULATORE DELLA CAUSA

DELLA BEATA ALEXANDRINA MARIA DA COSTA

 

  

In occasione del centenario della nascita di Don Umberto Maria Pasquale, sabato 7 ottobre viene organizzata una giornata commemorativa a Torino-Valdocco, presso la casa madre dei salesiani di don Bosco.

La giornata inizia alle ore 9.30 con un saluto iniziale a cui seguiranno alcune relazioni: Don Mario Filippi, Direttore del Centro Evangelizzazione e Catechesi “Don Bosco” presenta un profilo biografico di don Umberto Pasquale; Don Enrico dal Covolo, Postulatore Generale per le cause dei santi della Famiglia Salesiana illustra l’opera di Don Umberto Pasquale e la causa di Beatificazione di Alexandrina; infine la Dott.ssa Maria Rita Scrimieri, Cooperatrice salesiana sviluppa la tematica di Don Umberto Pasquale direttore spirituale di Alexandrina. Seguiranno alcune testimonianze e ricordi su don Umberto da parte di persone che l’hanno conosciuto e frequentato.

Nel pomeriggio è programmata la visita alla Basilica di Maria Ausiliatrice, di cui è ormai completato il restauro, alle Camerette di don Bosco e al Centro mariano. La giornata si conclude con l’Eucaristia nella Chiesa di S. Francesco di Sales nella memoria della Madonna del Rosario. Per l’occasione è stato preparato un testo commemorativo della figura di don Umberto attingendo alle sue memorie.

 

 

Don Umberto Pasquale nasce il 1° settembre 1906 a Vignole Borbera (Italia). Accolto a Valdocco (Torino) nel 1919, vi frequenta due anni di ginnasio ma viene tolto dal padre per avere manifestato il desiderio di partire per le missioni. Vinte alcune difficoltà, riesce ad entrare nel seminario tortonese di Stazzano. Al terzo anno di teologia ritorna dai Salesiani. Durante il noviziato a Borgomanero presenta la domanda per il lebbrosario della Colombia. In procinto di partire, viene pregato dai Superiori di recarsi per un anno in Portogallo in aiuto all’Opera riaperta poco prima. L’obbedienza provvisoria si prolunga per 15 anni. Ordinato sacerdote a Lisbona nel 1935, dal cardinale Cerejeira, apre nel 1937 la Casa di Mogofores, eretta a noviziato, a cui dà presto una sede più ampia (nel 1939), trasformando la casa primitiva in opere parrocchiali: oratorio maschile, laboratorio per ragazze e nido per l’infanzia. Dà vita alle Edizioni Salesiane che, nel 1945, traslocano ad Oporto e a cui, nel 1947, dà una sede propria. Don Umberto assume ufficialmente la direzione spirituale di Alexandrina l’8 settembre 1944. Egli ordina alla Crocifissa di scrivere settimana per settimana tutto ciò che le avviene, elaborando una specie di Diario composto da oltre 4.000 pagine dattilografate. In un’estasi del 20 settembre 30 1944 Gesù approva questa decisione del direttore spirituale dicendo ad Alexandrina: «Scrivi tutto e riferisci tutto ciò che riguarda te e la mia causa». Richiamato in Italia nel 1948, viene destinato al Centro Catechistico Salesiano di Torino. Continua a ricevere i Diari di Alexandrina e ne diventa il principale biografo. Viene chiamato a Balasar nel 1965 per preparare il Processo Informativo Diocesano, nel quale è uno dei principali testimoni. Il 7 maggio 1973 ne porta tutta la documentazione a Roma. Muore a Rivoli (Torino) il 5 marzo 1985.

 

 

Nel saluto che il Rettor Maggiore dei salesiani, don Pascual Chavez, ha voluto indirizzare per tale circostanza così si esprime: “Sono molto lieto dell’iniziativa di celebrare il centenario della nascita di don Umberto Maria Pasquale e mi fa piacere che uno studio approfondito della sua figura metta in evidenza una grande guida spirituale nel campo del discernimento vocazionale e una immensa capacità di animazione. E' dunque una storia da ricuperare oggi più che mai quanto tanto sentito è il bisogno di Confratelli con questo profilo umano e spirituale. C'è davvero una forte mancanza di guide spirituali. Mi auguro che questa felice iniziativa possa servire come stimolo per ravvivare il cuore del singolo salesiano con la passione spirituale ed apostolica del "Da mihi animas" del nostro amato padre Don Bosco”.

 

 

 

Don Pier Luigi CAMERONI

Istituto Salesiano

Via S. G. Bosco 1 - 25075 NAVE – BS

TEL. 030 – 2530262 - FAX 030 – 2533190

CELL. 3401452349

E-mail  pcameroni@salesiani.it

Publicado por Alexandrina de Balasar às 17:26

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PELA VERDADE – 1

 

Desviar esta página dos temas directamente respeitantes à Alexandrina é coisa que não me agrada muito. Mas ela mesma teve uma intervenção variada ao tempo da sua «vida pública». Por isso, o que vou fazer agora não estará assim distante do que seriam hoje as suas preocupações.

Ultimamente ataca-se a Igreja dos mais variados modos. Há poucos dias lia-se num jornal que ela era responsável por «milhões» de mortes provocadas pela Inquisição. Isto não é certamente verdade.

Cá em Portugal, à conta da Inquisição, morreram entre 1500 e 1550 pessoas, em três séculos. Na Espanha, creio que foram algumas – poucas – dezenas de milhar. Indo por outros países adiante e continuando a somar, dificilmente se chegará às 100.000. Eu penso mesmo que se fica longe. E ainda mais longe dos tais «milhões».

Mas uma coisa que não está certa é que estas acusações pouco verdadeiras venham com frequência da Esquerda. Ora os partidos comunistas, esses foram mesmo responsáveis pela morte de muitos milhões de pessoas, recentemente, em apenas algumas dezenas de anos…

E lá mais para trás, nos tempos finais da Inquisição, quantas pessoas não matou o Marquês de Pombal? E ninguém o acusa…

Como anda o sentido da justiça!...

No princípio do séc. XVI, houve uma vez em Lisboa, em tempo de Páscoa, uma chacina popular de judeus; foram mortos mais do que os tais 1500 ou 1550 da conta acima. E a Inquisição, ao exigir processos judiciais, também veio para pôr cobro a essa barbárie popular...

Publicado por Alexandrina de Balasar às 17:17

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